sábado, dezembro 4

cuncha e noz

zoas na miña indiferencia.
ausente e ingrávida
deixo que coles nos meus pensamentos
e incomuniques as extremidades
que poderían axudarme a fuxir.

acaricias a pel de mármore
sen agochar pulcredade no xesto.
eu, do outro lado do universo,
non sinto máis que xélida consternación
polo interese que os teus dedos amosan.

zoas rabioso nas fiestras
do meu mundo,
desexoso de rachar este silencio incomprensible.

eva méndez doroxo

2 comentários:

Anabela Brasinha disse...

Olá Eva
Hoje li este poema,
noutro vou ler anteriores.
Abraço

Um dia uma velha dizia não haver
silêncios que não se possam entender
podia não ter sido no mesmo dia
se calhar foi no seguinte
mas houve o dia em que se criaram
as Perguntas, e perguntei se não seria ela
a inventar a primeira poesia

concubina da morte disse...

obrigada linda, gosto da reflexión poetica que me deixas beijos mil

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